
As notícias de hoje sobre o fecho das fábricas da DELPHI em Portugal, não são mais do que uma nova confirmação das políticas económicas estruturalmente erradas que Cavaco Silva tomou quando governou.
As notícias de hoje sobre o fecho das fábricas da DELPHI em Portugal, não são mais do que uma nova confirmação das políticas económicas estruturalmente erradas que Cavaco Silva tomou quando governou.
Em boa verdade, os seres humanos são máquinas construídas pelos ácidos nucleicos de modo a fazer réplicas de mais ácidos nucleicos, eficientemente. De certo modo, os nossos impulsos mais fortes, as iniciativas mais nobres, as necessidades mais prementes e os desejos aparentemente livres são todos uma expressão da informação codificada no material genético: nós somos, em suma, repositórios temporários e ambulantes dos nossos ácidos nucleicos. Isto não nega a nossa natureza humana; não nos impede da procura do bem, da verdade e da beleza. Mas seria um grande erro ignorar donde viemos na nossa tentativa de busca para onde vamos.
O blog "Para Mim Tanto Faz" traz novamente à superfície o modo de actuar do Banco Espírito Santo (BES). Modo de actuar que, pelos vistos, já vem de longe!
With educational relevance for all ages, this exhibition of real human specimens immerses visitors in the complexities of the human body, telling us the amazing story of ourselves with reverence and understanding.
Nestes tempos em que, com já muita frequência, se vai ouvindo falar em atributos como 'fundador da democracia' e 'dono da república', é preciso referir Fernand Braudel, para mais neste ano de 2005, em que passam 20 anos sobre a sua morte.
Porque os outros se mascaram mas tu não
A nanotecnologia nas patas do lagarto
Agora é a Victoria Beckham que diz que nunca leu um livro...
Se alguma dúvida ainda houvesse sobre o papel que António Vitorino desempenha como comentador de serviço, ficou ontem dissipada.Conseguindo ser menos objectivo do que Rebelo de Sousa e Pacheco Pereira, mostrou, na prova de fogo a que foi submetido, que o seu instinto gregário se sobrepõe a quaisquer veleidades da razão.
É lá alguém (que utilize uma porção mínima de razão) capaz de compreender a defesa que fez da ausência do primeiro-ministro, em férias, com as perdas humanas e materiais que estão a ocorrer devido aos incêndios em Portugal?
É esta noção do dever político de um eleito que Vitorino aprendeu enquanto esteve comissário na UE?
O corte, o golpe de asa, que se impõe não pode, pois, contar com um homem tão fechado, tão mesquinhamente circunscrito aos interesses partidários, tão solícito na defesa do indefensável. Desenganem-se os que alimentavam a esperança de, finalmente, aparecer alguém com visão, em Portugal!
De resto, não se lhe conhecem também análises suficientemente profundas sobre o que está mal no sistema português, sobre o que está a conduzir o país para a perda de independência através da economia, não obstante ter uma democracia consolidada e desenvolvida.
Será adepto da crença de que uma 'mão invisível' actuará no momento próprio, para recolocar a economia portuguesa num caminho de desenvolvimento?
Achará que Portugal não precisa de juntar, decididamente e com urgência, em projectos comuns, interesses privados e públicos, com o objectivo de tornar o país competitivo, perante a globalização?
Terá porventura reparado já que, nestes tempos, os países mais avançados, contam com a suas empresas públicas e privadas, para conquistarem posições correspondentes às que, até não há muito, eram obtidas essencialmente com meios militares?
Apercebeu-se que esses países, democráticos, têm objectivos inseridos nas suas leis principais, onde se incluem, para além da garantia dos recursos estratégicos, os mercados-chave, que servem para orientar todas as suas políticas?
E já terá notado que, nessas matérias, Portugal tem um atraso ancestral, atraso que impregna o bafiento texto constitucional?
António Vitorino fica, como os demais, à tona, limitado pela teia de interesses imediatos da manutenção dos seus correlegionários no poder ... não é com a sua atitude, exemplificada acima, que conquistaremos outra vez a distância.



A mistificação sobre o investimento no transporte ferroviário de alta velocidade, em Portugal, não poderia ser mais reveladora do estado em que estão os nervos dos portugueses.Só falta mesmo o Governo de Portugal passar a estabelecer, ou aplicar, as suas políticas em função da discussão pública (gritaria) que as mesmas provocarem sobre os respectivos efeitos na subida ou descida do valor das acções na Bolsa ...
Haja ou não decoro, a decisão sobre o investimento público na alta velocidade não tem de estar dependente de estudos económicos, financeiros ou sociais, que não sejam os de garantir um preço justo nas adjudicações!
A questão da procura e da oferta no serviço de transporte ferroviário remete para análises sem fim, de tal modo que, a ser-lhes dado espaço, a vontade política de qualquer governo, ficaria reduzida a nada.
Pelos dados históricos e pelo conhecimento de casos recentes, pode-se afirmar, com bastante rigor, que a oferta de transporte ferroviário promove a procura deste tipo de transporte, ao mesmo tempo que permite a organização ou a reorganização do território.
Foi o que aconteceu com a implantação e desenvolvimento do transporte ferroviário em Portugal. Quantas cidades são hoje o que são, pura e simplesmente porque foram bafejadas pela sorte de se encontrarem no cruzamento das linhas que foram inicialmente desenhadas?
E o exemplo recente, de resto relativo a alta velocidade, de Ciudad Real, em Espanha? Repare-se nas conclusões do estudo "Cambios en las ciudades intermedias de la línea de alta velocidad Madrid-Sevilla entre 1991 e 2001":
Para além de tudo o mais, que é muito, o traçado da alta velocidade em Portugal poderá ser uma grande oportunidade para algum reequilíbrio do território, em termos de desenvolvimento, a julgar pelos exemplos disponíveis.
Não se conhecem posições mais reflectidas, tecnicamente ajustadas e alinhadas com o interesse nacional, no que respeita ao traçado mais adequado para a alta velocidade em Portugal, do que as que têm vindo a ser explicadas pacientemente, ao longo de muitos anos, pela ADFER e, em especial por Arménio Matias, seu presidente.
São elas que devem e têm que ser aplicadas, não de um ápice, evidentemente, mas como um plano de longo prazo, que o equilíbrio das finanças públicas assim o impõe.
Vai ser difícil aos Velhos do Restelo cantarem vitória...!
Os problemas de liderança incapaz, em Portugal, não se limitam aos detentores do poder político que temos vindo a ter de há umas boas décadas a esta parte.Também a larga maioria dos 'opinion makers' que, por várias gerações, vêm introduzindo as suas proféticas ideias na sociedade portuguesa, alguns até pomposamente apelidados "maître-à-penser", são de qualidade que deixa muito a desejar.
Já referimos os casos fancy de Vasco Pulido Valente e de Marcelo Rebelo de Sousa.
É agora a vez de José Pacheco Pereira que, mais do que comentador fantasista, leva-nos a ser visto como catavento.
Assume-se como tendo sido um maoísta: "No início de 70 ... politizámo-nos muito rapidamente e, na altura e no caso português, essa politização passava pelo maoismo".
Para, poucos anos depois, dizer: "Fui das primeiras pessoas da minha geração a abandonar as organizações da extrema-esquerda ... em Abril de 75".
E logo na primeira campanha presidencial de Mário Soares: " É. Estive no MASP e fi-lo com muito gosto".
Donde, sempre fulgurantemente, segue em aproximação a Cavaco Silva...
Não sabemos qual vai ser o próximo apeadeiro de Pacheco Pereira, mas também o que interessa é preceber-se que as ideias que profusamente veicula são essencialmente as que resultam de modas ou de circunstâncias alheias. Deambulando, para todos os efeitos, sempre à superfície, sem apanhar as correntes duradouras dos fundos...
Sendo como é um estudioso da história, como nunca se deu ao trabalho de perscrutar no pensamento genuinamente português as fontes das ideias originais de que o país tanto carece?
Não temos acervo suficiente?
Imbuído de um espírito anti-Salazar/Caetano obcecado, contemporâneo da sua formação, confundirá a respectiva defesa intransigente do império com os elementos estruturais do comportamento dos portugueses, consciente e intencionalmente enraizados em particular durante a segunda dinastia? Que nada têm a ver com a passiva-defensiva visão salazarista/caetanista?
Portugal, e a sua função no mundo, têm de ser pensados de modo mais abrangente, fazendo um real e definitivo esforço de relativização da época em que se formaram os principais comentadores de serviço.
Esse é um passo indispensável para o enquadramento de uma estratégia de muito longo prazo a que, mais cedo ou mais tarde, não tendo nós tomado a iniciativa, o sistema internacional em que nos inserimos nos vai obrigar, se queremos sobreviver como estado verdadeiramente independente.
Estará Pacheco Pereira à altura de participar numa tarefa dessas ou já não consegue mesmo sair do atoleiro?

O sucesso começa com a construção de uma boa equipe de trabalho. Eu não conseguiria ser um bom comandante se não estivesse cercado de boas pessoas, que dão boas contribuições. Após uma vitória, quando um assistente ou uma simples secretária me dá os parabéns, eu respondo: ‘Parabéns a você’. Defendo o trabalho em equipe.
Excelente a recomendação de leitura de João Miranda no Blasfémias, sobre a entrevista de Gonçalo Ribeiro Teles à Visão, há dois anos, a propósito dos incêndios em Portugal.
Auréola de vapor de água que se forma no momento em que é ultrapassada a barreira do som. 

(in 'Ao Encontro de Espinosa', Mem Martins, Publicações Europa América, 2003, p. 321)

Ainda que pertencendo à ESA (European Space Agency), Portugal decidiu não participar na ISS (International Space Station).


Na galeria dos que sistematicamente analisam e criticam, Marcelo Rebelo de Sousa é um dos que não se fica apenas pela análise e crítica, como é, por exemplo, o caso de Vasco Pulido Valente.