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quarta-feira, julho 05, 2006
terça-feira, julho 04, 2006
cataventos / o que fará Cavaco?

As dificuldades de carácter económico e financeiro, de dimensão histórica, que Portugal atravessa, não podem deixar de levar o Presidente Cavaco Silva a tomar medidas perante os gastos da Presidência da República.
Dos anteriores presidentes, designadamente os socialistas, conhecemos bem o seu pendor especial para gastar, mas agora, a cultura de poupança e de rigor que Cavaco sempre gostou de transmitir, não pode deixar de ser consequente.
É muito oportuno ter em atenção as palavras de Dom Duarte de Bragança, quando refere:
Perante isto, o que fará Cavaco?
segunda-feira, julho 03, 2006
domingo, julho 02, 2006
pilhérico / do museu da CIA, à atenção do governo
Não é uma boa ideia para o ministro das Finanças esconder os efeitos do PRACE?
sexta-feira, junho 30, 2006
hope / pedrada no charco
A esperança que nos resta, aliás, é a de haver ainda quem, como este industrial, tem a objectividade de espírito para chamar os bois pelos nomes.
As políticas sectoriais que reclama equivalem aos clusters que aqui têm sido referidos.
Uma nota, no entanto, para sublinhar que não tem de haver políticas sectoriais com igual ênfase para todos e mais alguns sectores.
É essencial uma opção por um número limitado de sectores, ou clusters, nos quais o país deve apostar decididamente.
E ... dadas as condições da indústria automóvel no mundo hoje - uma quase commodity - será este sector um daqueles em que interessa a Portugal apostar?
quinta-feira, junho 29, 2006
magister dixit / Charles Péguy
"Ninguém poderia suspeitar que viria um tempo ... em que aquele que não arriscasse perderia o tempo todo, certamente muito mais do que aquele que arrisca"(citado por Charles Wright Mills, in 'A Nova Classe Média' Rio de Janeiro, Zahar Editores, 1976, página 11)
terça-feira, junho 27, 2006
magister dixit / Gonçalo Ribeiro Telles
marco / lições pombalinas
Os problemas do país, e da direita, tendo dois séculos, radicam nos tempos em que se perdeu o ímpeto das reformas económicas do Marquês de Pombal.Depois dos finais da primeira década do século XIX Portugal tem-se arrastado até à vergonhosa situação em que se encontra hoje:
- sem relações económicas com as antigas possessões ultramarinas adequadas ao esforço que aplicou durante séculos nas mesmas;
- sem estrutura económica capaz de sustentar uma população habituada a níveis de vida superiores à riqueza produzida;
- sem dinheiro;
- sem líderes políticos com um mínimo de visão para o golpe de asa indispensável.
O exemplo do Marquês é interessante e - nestes tempos de compressão da história -, muito actual para o dilema da direita.
A primeira zona de produção vinícola demarcada no mundo foi criada por ele, com o estabelecimento da Companhia para a Agricultura das Vinhas do Alto Douro, o que se traduz num verdadeiro acto de especialização da economia nacional, cujos efeitos ainda hoje são notórios.
Nenhuma filosofia, nenhuma doutrina, nenhuma prática política sobreviverá tempo suficiente se não assentar em decisões que alicercem duradouramente a criação de riqueza no país.
E a criação de riqueza no país não pode deixar de ter em conta o papel de Portugal nas cadeias de valor dos clusters de especialização por que é indispensável optar, cadeias de valor que hoje se organizam à escala global.
Uma direita criativa, actual, inovadora como foi o Marquês, tem de focar a sua atenção nas longas durações dos actos e omissões que a nossa extensa história permite.
segunda-feira, junho 26, 2006
sexta-feira, junho 23, 2006
caminhos / direita sem esquerda
Parece estar a haver por aí uma tendência no sentido de a direita, nos tempos que correm, dever ir buscar à esquerda algumas das suas ideias.Entendamo-nos, no âmbito da refundação da direita.
Há uma regra que o esbatimento aparente entre esquerda e direita hoje, não consegue eliminar: a esquerda não se preocupa com a produção de riqueza; tem sempre presente, ao invés, a distribuição do que existe e, mesmo, do que não existe, não hesitando sequer em endividar o país para continuar a distribuir, até ser arredada do poder.
São os conhecidos complexos da filosofia marxista de que, embora cada vez mais burguesa, não se consegue livrar...
Portugal não tem uma estrutura económica capaz de produzir a riqueza necessária à manutenção e desenvolvimento do nível de vida actual da sua população, estando já a regredir fortemente.
Cabe à direita reconstruir a base económica do país, o que é uma tarefa eminentemente política, ao contrário do que, à primeira vista, se pode pensar.
Se o problema do desenvolvimento português tem dois séculos, dois séculos terão os problemas onde enraizam as dificuldades da direita portuguesa de hoje, aos quais urge dar uma solução inteligente e pragmática.
quinta-feira, junho 22, 2006
hope / mais vale tarde que nunca

Até o indefectível José Pacheco Pereira (JPP) já acha (ontem na Quadratura) que, pouco mais de 10o dias apenas passados sobre a tomada de posse de Cavaco Silva como Presidente da República, deve este ter em atenção que é presidente de todos os portugueses e não só do governo.Este incrível Cavaco está, segundo JPP colado ao governo, 'esquecendo-se' que tem de considerar também as posições da oposição democrática.
'Esquecendo-se'... Com o que se vai passando com este deslumbrado presidente, estamos mas é perante mais um caso de liderança fraca de que Portugal vem sofrendo há muitas décadas!
segunda-feira, junho 19, 2006
marco / A mutilação

A aparição de VPV ontem na televisão e a sua análise perspicaz (apesar de não passar de análise, diagnóstico...) traz à tona uma questão das mais relevantes dos tempos recentes.
O CEDN (conceito estratégico de defesa nacional), mutilado por Paulo Portas nas partes de carácter económico que tinha nas suas duas versões anteriores, retira um instrumento fundamental aos meios de que Portugal poderia dispor para ultrapassar a crise histórica em que se encontra mergulhado.
A Defesa, Dr. Paulo Portas (PP), é hoje - e desde há já muitas décadas - essencialmente poder económico (e classe média forte, enraizada na criação de riqueza), muito mais do que carros de combate e submarinos sem qualquer base económica de sustentação.
E bastava tão só ler o CEDN dos americanos (que uma certa direita portuguesa moderna tanto admira), tê-lo pedido a Rumsfeld, por exemplo ..., para ver o que é um CEDN de sucesso no mundo competitivo de hoje ...
A agora comprovada falta de visão do ministro de Estado e da Defesa Nacional PP, constituiu uma oportunidade flagrantemente falhada quanto à necessária saída do atoleiro em que nos encontramos.
As miragens do Paiva Couceiro biografado por VPV, trazidas para os dias de hoje, tornar-se-iam realidades palpáveis, por certo, se os ditos líderes da direita que por aí andam tivessem um pouco, apenas um pouco, de atenção ao que os rodeia!
postaberta / Aos portugueses Ricardo e Francisco
É aquela coisa na bandeira que me traz à presença de V. Exas..
Esperei estes dias todos para ver se havia algum rebate de consciência, ou se a coisa tinha simplesmente escapado ao controlo. Mas não, nada...
Sabemos o que os poderes públicos têm vindo a fazer deste país há já muitas décadas.
E sabemos até as ligações próximas, ou mesmo as vivências, de V. Exas. a esses e desses poderes.
Mas, que diabo, ter-se chegado à bandeira...!
Ter-se premeditado o 'truque' de descolar uma ponta da pública bandeira para lá pôr insígnias privadas que prosseguem interesses de grupos particulares, cabe na cabeça de pessoas compenetradas do papel da cidadania que lhes incumbe?
Este é mais um sinal do estado doentio da sociedade portuguesa destes dias, agora agravado com a certeza de que actores com elevadas responsabilidades na sua parte civil, também já não respeitam fundamentos essenciais da nossa vida colectiva.
domingo, junho 11, 2006
socos / não vão longe
Diz a propósito de Espanha e Portugal o que a direita não quer ouvir ou não quer seguir.
Seguir seria mais adequado, mas os portugueses, os intelectuais portugueses, como JNP, são sempre inconsequentes.
Inconsequentes na adequação dos actos às palavras, na acção sem a qual todo o verbo se torna verborreia!
Verborreia sem medida, castradora do surgimento das soluções que se impõem.
Impõem-se medidas de absorção do descontamento, no sentido da acção contra o presente status quo da incompetência mais torpe que se apoderou do Estado e nele se enraiza.
Enraizar em chão democrático uma saída para a deprimente humilhação a que Portugal se tem vindo demoradamente entregando é o que urge.
Urge a refundação da direita, como primeiro passo indispensável.
terça-feira, maio 30, 2006
trapalhadas / a da inclusão
Cavaco Silva, com este roteiro para a inclusão, aproxima-se da visão dos que, antes de mais, se preocupam com a distribuição em detrimento da produção de riqueza. Uma visão que não descola da perspectiva genericamente marxista.Estranho, muito estranho, para um economista, um professor, alguém que já presidiu a um partido social democrata em Portugal, na história recente!
Cavaco sabe -e, portanto, não se percebe bem a sua agenda- que o aspecto crucial da vida dos portugueses hoje não é o combate à exclusão.
O verdadeiro combate que continua deserto de combatentes e de método é o do crescimento económico, através do qual se poderá combater a exclusão social.
Com trapalhadas como as do projecto da Refinaria Vasco da Gama, que passou bem à frente dos olhos de Cavaco, como é que este presidente-da-inclusão vai de facto resolver o problema?
Será que, mais tarde ou mais cedo, vai também andar por aí a chorar como o outro?
quarta-feira, maio 17, 2006
offside / cervejas, futebóis e touradas
Foram as cervejas Cintra, inauguradas com pompa e circunstância, com Presidente da República e tudo (o Sampaio...), com financiamento bancário à força toda, Caixa Geral de Depósitos à cabeça. Era (e ainda é...) a terceira fábrica de cerveja em Portugal, país com menos habitantes do que Paris! Como era bem de ver, agora com falência no horizonte .
Foi o Alvaláxia, brilhante ideia do reputadíssimo empresário português José Roquete. Falhanço estrondoso, com financiamento garantido e venda anunciada com desespero. Era (e ainda é...) mais um centro comercial na selva de centros em que Lisboa e Portugal (considerada a dimensão de uma e outro) se estão a tornar.
É agora o novo Campo Pequeno, reaberto depois de mais de cinco anos de obras, a medirem-se com as de Santa Engrácia. Mais financiamento à toa, com mais um desastre à vista...
Quem suporta todos estes desvarios de empresários tidos como estrelas, num país em que os bancos financiadores de projectos claramente perdedores ab initio, se tornam gradualmente accionistas do interesse geral?
terça-feira, maio 16, 2006
descaminhos / o cavaquismo nunca existiu
Até ver temos mais do mesmo: discursos e mais discursos sobre o que se deve fazer, sobre o que é que os empresários devem fazer...O Cavaco Silva estatizante de sempre tem vindo a revelar, afinal, muito da sua essência: encostado ao Estado, mais uma vez dentro do Estado, numa atitude que o seu discípulo Barroso tentou pôr em prática com os resultados que conhecemos: o Estado separado dos empresários, aquele o cobrador de impostos, estes os criadores da riqueza indipensável à cobrança de impostos.
E...vai falando de...globalização!
Ainda não se apercebeu de que, nestes tempos de globalização, são os Estados que encabeçam os grandes negócios, são os Presidentes que chefiam as delegações de empresários, públicos e privados, que vão VENDER os serviços e produtos dos seus países, juntos, irmanados no mesmo objectivo.
Cavaco vai VENDER? Ou vai limitar-se a fazer como todos os outros, discursar, discursar, discursar?
O cavaquismo é uma miragem!
quarta-feira, maio 10, 2006
socos / episódios em torvelinho

Se fosse no tempo de Santana Lopes, o que os nossos queridos jornalistas encarteirados, em geral, não teriam já espingardado!
É estonteante a rapidez com que este governo faz e desfaz anúncios públicos de investimentos como o da refinaria Vasco da Gama, o maior da história económica de Portugal.
Vergonhosa a atitude do primeiro ministro perante a sucessão inacreditável de episódios e mais episódios.
Os empresários e investidores, nacionais e estrangeiros, que leiam bem o comunicado de Patrick Monteiro de Barros suspendendo as negociações.













